Simone Tebet, Sorya Tronicke e Fánio Trad: demitidos pelo eleitor – Ilustração elaborada com auxílio de IA.
Eleitores do Mato Grosso do Sul se divertem com o infortúnio de polítcos que mudaram de lado e foram punidos pelas urnas
Após as eleições de 2026, políticos que apoiaram a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e não conseguiram os mandatos que disputavam passam a viver a expectativa de “boquinhas” no governo federal a fin de que não desapareçam de cena.
Entre eles estão a ex-ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet (PSB), a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e o ex-deputado Fábio Trad (PT), que têm em comum o faton de construírem carreiras políticas em grupos conservadores, mas mudaram de lado para apoiar o PT de Lula. A análise oi divulgada no site MSemBrasília.
Resultados eleitorais
- Simone Tebet tentou voltar ao Senado, desta vez por São Paulo, mas ficou fora das duas vagas. Os eleitos foram Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL). Seu marido, Eduardo Rocha (PSDB), também não se elegeu para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.
- Soraya Thronicke, eleita em 2018 na onda bolsonarista, tentou a reeleição bajulando Lula (PT). Terminou em quarto lugar na disputa pelo Senado em Mato Grosso do Sul. As vagas ficaram com Reinaldo Azambuja e Renan Contar (ambos do PL). Seu mandato atual segue até janeiro de 2027.
- Fábio Trad concorreu ao governo de Mato Grosso do Sul e foi derrotado no primeiro turno por Eduardo Riedel (PP), reeleito com cerca de 67% dos votos válidos. Trad obteve 23,7%. O fracasso subiu-lhe à cabeça e vive na expectativa de algum cargo federal, nem que seja, como antes, no próprio Estado.
Outro nome citado no mesmo contexto é o deputado federal Geraldo Resende (União Brasil), que não renovou o mandato.
Com a reeleição de Lula, lideranças do PT, como o deputado federal Vander Loubet (presidente estadual do partido em MS), declararam que aliados que apoiaram a campanha terão espaço nas articulações para cargos federais — incluindo postos de comando em órgãos no Estado (como SPU e DNIT) e, no caso de Tebet, eventualmente posições de maior destaque em Brasília.
Tebet, que deixou o Ministério do Planejamento em março de 2026 para concorrer, já sinalizou que o novo governo deve ser mais aberto a aliados fora do PT. Não há, porém, nomeações confirmadas; as conversas ainda estão em fase inicial.
As derrotas representam um revés eleitoral significativo para o grupo. Cargos no Executivo podem oferecer sobrevida política e visibilidade, mas não substituem a legitimidade de um mandato obtido nas urnas. O novo governo de Lula enfrentará desafios fiscais relevantes, o que pode limitar o espaço e a margem de manobra para acomodar aliados derrotados.