Ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral | Foto: Gustavo Moreno / STF
Moraes apontou 180 documentos mantidos sob sigilo; Mendonça responde com prints e diz que tabela do colega é “imprestável”
Beatriz Matos –
Depois de o ministro Alexandre de Moraes acusar o colega André Mendonça de manter 180 documentos sob sigilo no caso Master, Mendonça respondeu nesta sexta-feira (11) com uma espécie de aula sobre o funcionamento do sistema do próprio Supremo Tribunal Federal (STF). Usou até prints do STF Digital para mostrar que, segundo ele, o colega fez uma leitura errada dos números.
Moraes havia comparado a quantidade de peças indicada pelo sistema com o total de documentos disponibilizados após a retirada do sigilo. Na conta apresentada aos demais ministros, eram 4.514 peças de um lado e 4.334 do outro. A diferença de 180, sustentou, mostraria que parte do material continuava escondida.
O ministro André Mendonça diz que a conta não é tão simples. Explicou que o STF Digital pode contabilizar documentos transferidos para outros processos e peças internas, como ofícios e mandados. Ou seja, os números não precisam necessariamente bater e a diferença, sozinha, não prova que documentos tenham sido deixados de fora.
Pouco tempo depois da resposta do ministro André Mendonça, Moraes ainda tentou sustentar a conta dos 180 documentos e também recorreu a prints do STF Digital, apontou peças que continuam marcadas como sigilosas e acusou Mendonça de fazer uma abertura “seletiva e direcionada”. Agora quer que Fachin determine acesso integral ao material para o julgamento.