Delegada transferiu R$ 1 milhão para argentino que fingia ser herdeiro árabe. Veja vídeo

O argentino foi preso no RJ. Uma das vítimas, que é delegada, disse que ele também furtou o apartamento dela enquanto ela fazia uma cirurgia

Uma das vítimas do golpe conhecido como “estelionato amoroso”, praticado pelo argentino David Juan Manuel Corbalan, 47 anos (foto em destaque), é uma delegada aposentada de Minas Gerais, de 62 anos, que morava em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. As investigações apontam que, entre 2023 e 2024, o suspeito convenceu a vítima a realizar 269 transferências bancárias, causando um prejuízo de aproximadamente R$ 1 milhão.

Vídeo da prisão:

O argentino foi preso na terça-feira (30/6), no bairro do Flamengo, no Rio. A captura foi realizada por policiais civis da 12ª DP (Copacabana), após a conclusão das investigações.

De acordo com o delegado Angelo José Lages Machado, titular da 12ª DP, o prejuízo financeiro foi tão grande que a aposentada acabou perdendo o apartamento onde morava, em Copacabana, devido às dívidas acumuladas.

À polícia, a vítima relatou: “Eu sei que ele se aproveitou da minha doença. Não sei se ele pesquisou antes de entrar na minha vida ou se percebeu depois, ao ver a cicatriz no meu peito, porque eu já passei por inúmeras cirurgias.”

Falso herdeiro árabe

Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, o criminoso se apresentava com uma identidade falsa, dizendo ser um herdeiro árabe e também um sniper do Exército de Israel. Ele alegava que seu patrimônio estava bloqueado e, por isso, precisava de ajuda financeira.

As investigações também revelaram que o suspeito utilizava contas bancárias em nome de ex-namoradas para movimentar os valores obtidos com os golpes. A polícia identificou, ainda, que ele possui um histórico de crimes semelhantes desde 2015.

As investigações também revelaram que o suspeito utilizava contas bancárias em nome de ex-namoradas para movimentar os valores obtidos com os golpes. A polícia identificou, ainda, que ele possui um histórico de crimes semelhantes desde 2015.

Durante o interrogatório, o argentino confessou que pretendia fugir para São Paulo e admitiu que já havia sido preso na Argentina pela prática do mesmo tipo de golpe.

Ele permanece preso preventivamente pelos crimes de estelionato e furto.

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