Três Lagoas

SOBREVOO! Crônicas de Marcio Ribeiro: UMA FAMÍLIA ESCOLAR!

E vocês pensam que sempre gostei de escola ou de estudar? Nem pensar. Já na primeira série fugi. Não fiquei um só dia, e só voltei no ano seguinte quando já deveria cursar a segunda série. Fora os anos de repeteco na quinta série…

Quando de fato retornei, hoje penso “quem me dera fosse um ‘cdf’”, alusão ao bom aluno, mas que pra nós crianças tinha um “quê” de pejorativo, um puxa saco daqueles dos professores, que sabia tudo, fazia certinho a lição de casa, era amigo das professoras, tanto que interagia com elas em todos os assuntos em sala de aula e extra classe. Que raiva! Isso era inveja da “braba”!

Mas o “cdf” pagava um alto custo pelas suas ações de bom moço. Constantemente era zoado durante o recreio e na aula de Educação Física. Isso era bullying, claro, mas para minha turma do fundão era a afirmação de nossa incapacidade em se inserir no mesmo nível de excelência do aluno esforçado, comunicativo, e tudo mais de bom… Como diz aquele provérbio árabe, “a ignorância é vizinha da maldade”!

Com o tempo essa prática foi perdendo espaço no bojo de minhas atitudes e foram os professores e professoras os meus maiores mentores nesta mudança de rota. Seus exemplos e dedicação foram os fatores que ajudaram a moldar o meu caráter.

Hoje, dia do Professor e da Professora, externo todo o meu apreço aos mestres que passaram pela minha vida, que de tão presentes e de fundamental importância, fazem parte de minha família. É indissociável essa relação familiar, embora saibamos que é preciso separar as coisas… No entanto, tem coisas que marcam para sempre, frases do tipo “vamos conversar?”, “está tudo bem?”, “o que você fez no fim de semana?”, “que tipo de música você mais gosta?”… A Grande Arte que os professores e professoras passaram a mim foi a de OUVIR, ACOLHER, RESPEITAR… Raros foram aqueles que apontaram o dedo, gritavam ou condenavam o meu futuro como se fosse um proscrito, um condenado, um imprestável… Os ramos da planta sempre pendem para o sol em busca da fotossíntese…

Convivendo atualmente em uma unidade escolar é como se passasse um filme. Embora o ensino esteja híbrido devido a Pandemia, continuo absorvendo as mesmas boas lições do meu passado e contribuindo, de alguma forma, para que outras crianças, adolescentes e meus próprios colegas de trabalho nutram histórias inesquecíveis pela vida…

Como se olhasse para um álbum de fotos de entes queridos aponto para algumas imagens do passado e do presente e digo com todas as letras:
Eu tenho UMA FAMÍLIA ESCOLAR!

PARABÉNS PROFESSORES e PROFESSORAS!

OBSERVAÇÃO: A Crônica é um tipo de texto narrativo curto, possui também uma “vida curta”, ou seja, as crônicas tratam de acontecimentos corriqueiros do cotidiano que ‘chamam’ para a discussão de assuntos cotidianos.

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