Três Lagoas

SOBREVOO! Crônicas de Marcio Ribeiro: TERMÔMETRO!

Durante esta semana uma brisa matinal resolveu nos presentear por essas bandas interioranas. A natureza agradeceu e os demais seres vivos engrossaram o coro. Nessas condições climáticas, a gente se alimenta melhor, dorme melhor, respira suavemente com uma elevada umidade relativa do ar…

Antes das sete da matina fui à padaria buscar um desjejum à moda brasileira. Os pãezinhos, francês, quentinhos e cheirosos, chegaram suados dentro de uma sacola plástica que, de forma desavisada, pedi que o atendente os colocasse para melhor transporte até a mesa do café da manhã. Foi como se o calor que ultimamente incomodava a todos se condensasse naquela singela sacolinha de compras onde se lia “obrigado pela preferência”. “De nada”, pensei, sem o mínimo de saudade da fornalha climática que comumente assola a cidade e todo o restante do país.

Períodos assim, de refresco, são dignos de comemoração. Iguais àqueles quando a chuva resolve nos presentear após enormes períodos de estiagem. Raramente utilizo guarda-chuva nessas horas depois de longo hiato pluviométrico. Quase por pirraça, arrisco-me sob os pingos até o trabalho ou na caminhada a esmo. Mas no fundo acho que é mais um agradecimento aos céus pela chuva abençoada.

Da mesma forma, como por esses dias, quando a temperatura dá um tempo no termostato cochado até o último, saio de camiseta básica como se provocasse aos que se encapotam de blusas e cachecóis até o pescoço. Mas não é heroísmo barato! Cada organismo com seu termômetro natural e sua sentença! Do mesmo modo diante das precipitações, às roupas leves caem-me bem durante as temperaturas amenas. Porém, se os dias chuvosos ou gélidos tornarem corriqueiros o jeito é apelar para intensa proteção feito um pintinho pedindo arrego para a galinha. Teimar em demasia, e ainda em tempos de pandemia, já seria idiotice, além de detentor de uma conta sem limites na “Farmácia do Toninho”.

Por hora a ordem aos brasileiros é curtir o calor, a chuva ou o frio espalhado por este país de dimensão continental. E mais tarde, quem sabe, pra variar e não perder a rima da escrita, tomar uma “esquenta carcaça” e uma “gela goela” no “Bar Continental” do Giba.

Assim como o pão francês, esse é o Termômetro nosso de cada dia…

Crônica do poeta, escritor e servidor público municipal de Três Lagoas Marcio Ribeiro

OBSERVAÇÃO: A Crônica é um tipo de texto narrativo curto, possui também uma “vida curta”, ou seja, as crônicas tratam de acontecimentos corriqueiros do cotidiano que ‘chamam’ para a discussão de assuntos cotidianos.

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