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Simone Tebet disse que Bolsonaro foi eleito ‘com a faca e o queijo’, mas não faz nova política

Presidente da CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado Federal, a senadora Simone Tebet (MDB) avalia que o alinhamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com o “Centrão” do Congresso Nacional dificulta uma tentativa de reeleição como representante da nova política.

Essa avaliação foi feita por ela durante evento na Câmara de Dourados na noite de segunda-feira (20), quando anunciou a liberação de R$ 5 milhões do Ministério da Saúde para o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) no município.

Questionada sobre o cenário político brasileiro, a senadora garantiu que ainda integra a base de apoio do presidente da República, mas não lhe poupa críticas, as quais autoavalia como construtivas.

Ao recordar que Bolsonaro foi eleito em 2018 como representante da nova política, um candidato antissistema, Simone Tebet – que não concorreu naquele pleito por ter sido eleita em 2014 para mandato de oito anos – afirma ter pensado que, de fato, ele iria fazer o diferente.

“O povo pela primeira vez não só elegeu o novo, que é um presidente antissistema, ele deu a faca e o queijo para esse presidente como ele não costuma fazer. Não fez isso na época da Dilma, na época do Temer, do Fernando Henrique, na época do Lula”, pontuou, citando a renovação da Câmara dos Deputados em mais de 60% e do Senado Federal em aproximadamente 80%.

“Continuo sendo a base no sentido de procurar ajudar o governo porque ajudar o governo é ajudar e o Brasil, mas continuo fazendo minhas críticas construtivas ao presidente. Ele, ao invés de governar com a ala nova que estava chegando, simplesmente colocou todo mundo no mesmo balaio e falou que ninguém presta. Continuou numa espécie de palanque”, afirmou a senadora.

Simone Tebet critica ainda a postura do presidente quando resolveu buscar proximidade com os congressistas. “Quando percebeu que estava perdendo e precisava fazer reformas importantes, ao invés de procurar esses novos, 80% de senadores novos, eleitos pela primeira vez, na Câmara mais de 60% renovados, ele não procurou o novo, ele foi atrás do velho centrão que a gente sabe como é que negocia. Fica difícil até ele ser considerado o novo no futuro”, disparou.

Com informações: Dourados News

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