Brasil

Sem Aliança pelo Brasil, Bolsonaro é cortejado por outros partidos

Na última semana o presidente Jair Bolsonaro disse “Difícil formar um partido, não é impossível, mas é difícil, burocracia enorme, então não posso investir 100% no Aliança, em que pese o esforço de muita gente pelo Brasil. Eu tenho de olhar outros partidos. Tenho recebido convites. Em três partidos, me convidaram para conversar. Um foi o Roberto Jefferson. Tem mais dois partidos também. Já conversei com os presidentes desses dois outros partidos. Tem uma quarta hipótese aí, o PSL”, afirmou.

Roberto Jefferson,  presidente nacional do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro).

Segundo Bolsonaro, há uma “sinalização” de reconciliação com o PSL. “A gente bota as condições na mesa de reconciliar, eles botam de lá para cá também”, disse.

Bolsonaro foi eleito pelo PSL em 2018, mas deixou a sigla após conflitos com o presidente nacional da legenda, Luciano Bivar. Desde então, o presidente e os filhos com mandato parlamentar tentam viabilizar a criação do Aliança Pelo Brasil. Em novembro do ano passado, ele participou do ato de lançamento da nova legenda.

“Não posso jogar as fichas apenas no Aliança, que, eu esperava, ia ficar pronto este ano. Acho que vai ser difícil ficar pronto, mas não pretendemos desistir dessa ideia. Vou conversar com o pessoal do PSL, apesar de ter saído”, afirmou Bolsonaro.

Segundo Bolsonaro, se a decisão for mesmo voltar ao PSL, abandonando o Aliança pelo Brasil, será preciso explicar aos militantes que se envolveram no projeto. “Tem de mostrar para quem está acreditando [no Aliança pelo Brasil] o porquê da volta”, afirmou.

Segundo informações em nove meses de campanha, organizadores do Aliança pelo Brasil conseguiram quase 16 mil assinaturas consideradas válidas, 3,2% daquilo que é necessário para concretizar a agremiação. Dirigentes da legenda contestam razões apresentadas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Informou o G1.

O site de jornalismo Correio Braziliense informa que no processo de formação desde novembro do ano passado, o Aliança pelo Brasil, partido que o presidente Jair Bolsonaro pretende criar, está longe de cumprir um dos requisitos mais importantes para ser registrado no TSE.

Precisando do apoiamento de, ao menos, 492 mil eleitores para funcionar efetivamente como agremiação partidária, em pouco mais de nove meses de campanha os organizadores da legenda só recolheram quase 16 mil assinaturas consideradas válidas. Ou seja, 3,2% do total necessário.

Prazos – Bolsonaro esperava o registro do Aliança no Tribunal até abril passado, o que daria o direito de a sigla concorrer nas eleições municipais. Como isso não aconteceu, o foco é regularizar a situação do partido para 2022.

Os organizadores da legenda, portanto, terão de agilizar a coleta de assinaturas válidas, sobretudo porque a legislação eleitoral estabelece que cada apoiamento tem validade de dois anos ; as primeiras fichas começam a expirar em dezembro do ano que vem.

Os líderes do partido acreditam que a pandemia do novo coronavírus atrapalhou a coleta de assinaturas. De todo modo, ao contrário do que disse o TSE, eles garantem que já registraram pelo menos 300 mil documentos válidos.

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