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ESTADO: PM que matou professora no trânsito confirma ter bebido antes de acidente

Suellen morreu após ter carro atingido por Alexander - Foto: Divulgação

O tenente da Polícia Militar (PM) Alexander Nantes Stein, envolvido no acidente que acarretou na morte da professora Suellen Vilela Brasil, confirmou havia ingerido bebida alcoólica antes do fato, em depoimento na tarde desta quinta-feira (4). No dia do acidente, no sábado (30), ele havia afirmado que bebeu, mas se recusou a fazer teste de bafômetro. 

Segundo o delegado João Reis Belo, da 4º Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande, ele estava em um almoço de comemoração na casa de um amigo e quando foi embora, à noite, e no caminho bateu na traseira do carro de Suellen. “Só bebeu três [cervejas] long necks”, disse o delegado sobre a confissão no depoimento. 

A defesa de Nantes também afirma que ele estava na casa de um amigo e que ao sair de lá, iria passar em casa e viajar para Corguinho, onde no domingo teria um compromisso familiar. Porém, o advogado Pedro Paulo Sperb disse que Nantes não havia bebido “em momento algum”. “Por esse motivo [a viagem] ele não bebeu na comemoração”, afirmou. 

Conforme apurado pelo Correio do Estado, enquanto Alexander voltava da comemoração, Suellen, de 32 anos, voltava de uma visita à sobrinha recém-nascida. No caminho, ele, em seu Volkswagen Gol, colidiu na traseira do Renault Clio que era dirigido pela professora, enquanto ambos seguiam no sentido centro. 

Consta que moça perdeu o controle, encostou na guia do canteiro lateral direito e bateu o lado esquerdo do veículo na árvore do canteiro. O carro ficou destruído e Suellen morreu na hora. O autor também perdeu o controle – mas foi ao sentido contrário – passou o canteiro central, a pista contrária, o canteiro lateral e só parou na pista secundária (sentido centro/ bairro). O automóvel ficou com a frente danificada. 

Após o depoimento, Reis Belo aguarda o resultado da perícia feita no local do acidente, que deve responder a velocidade que Nantes estava quando houve a colisão e a dinâmica dos fatos. O caso deve ser enquadrado como homicídio culposo na direção do veículo automotor.

O tenente está preso preventivamente no Presídio Militar, após ter o flagrante convertido no domingo. A defesa já entrou com pedido de suspensão da preventiva e o resultado deve sair em alguns dias.

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