Policial

Acusado de matar três em Birigui esteve em hospital de custódia: uma vítima é de Castilho

Uma das vítimas é Igor Gabriel Alves Pereira, 20 anos, residente no bairro Laranjeira, em Castilho

O homem preso acusado de um triplo homicídio na manhã deste domingo (4) em Birigui (SP) é um calçadista de 40 anos, morador no bairro Portal da Pérola. Segundo apurado pela reportagem, ele já tem passagem pela polícia e ficou internado em um hospital de custódia por apresentar problemas psiquiátricos.

As vítimas são o lavador Igor Gabriel Alves Pereira, 20 anos, residente no bairro Laranjeira, em Castilho; o servente Regimauro Borges de Sousa, 46, com endereço na rua Anhanguera, na região central de Birigui; e uma mulher, a faxineira Elisangela de Freitas Roque, 42, que tem como endereço o local onde ocorreram os assassinatos, na rua Roberto Clark, próximo à sede do Centro POP (Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua).

Tiros – Os crimes ocorreram pouco depois das 11h e a polícia conseguiu identificar e prender o autor graças a uma testemunha que conseguiu fotografá-lo. Essa testemunha contou à polícia que viu o acusado no local com uma mochila, da qual tirou algo que depois viu ser uma arma de fogo.

O autor teria se aproximado das pessoas em situação de rua, disparado e fugido em seguida sentido à rua Antônio Simões com uma moto verde. Ainda de acordo com a testemunha, ela conseguiu fotografar o autor e a moto usada por ele e mostrou as imagens à polícia.

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Prisão – Desconfiando que o autor dos crimes seria o calçadista, os policiais foram à casa dele e encontraram a moto na garagem da residência. Em consulta à placa do veículo foi confirmado que ele estava em nome do acusado.

Os policiais arrombaram o cadeado do portão da residência e como o calçadista recusou se apresentar, a porta também foi arrombada.

Segundo a polícia, o investigado confessou os três homicídios e contou que havia escondido a arma no forro do telhado, onde foi encontrado um revólver calibre 38 com numeração raspada.

A arma estava carregada com duas munições intactas e junto havia uma sacola com outras três outras munições intactas e outras oito deflagradas. Ele foi levado ao plantão policial e em depoimento alegou que só se pronunciaria sobre os homicídios em juízo.

Perícia – O local onde ocorreram os homicídios foram periciados por equipe do Instituto de Criminalística e os corpos encaminhados ao IML (Instituto Médico Legal) para exame necroscópico.

O acusado também passaria pelo IML para ser submetido a exame residuográfico que poderá indicar vestígios de pólvora nas mãos dele. O revólver e a moto foram apreendidos.

Antecedentes – A reportagem encontrou dois processos no site do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) tendo o acusado como réu, um de 2001 e outro de 2004. Também foi encontrado o julgamento de um recurso pelo tribunal, que em 22 de outubro de 2014 determinou a transferência dele para um hospital de custódia.

A decisão atendeu pedido da defesa, que alegou que o sentenciado estaria sofrendo constrangimento ilegal por ter sido absolvido de crime, mas ter sido imposta medida de segurança na modalidade de internação em Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico pelo prazo de um ano.

Entretanto, na ocasião o calçadista estava recolhido na penitenciária de Franco da Rocha 3, “sem qualquer tipo de tratamento”, por falta de vaga.

Devido ao processo ser muito antigo, não consta o crime cometido por ele. Também não há informações sobre quando ele foi colocado em liberdade.

Com informações: Jornal Impacto

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