A bomba fiscal de Lula

Imagem: CNN

De acordo com o levantamento feito pela Jovem Pan, o pacote de “bondades” do governo Lula soma um impacto fiscal de R$178,1 bilhões somente em 2026.

De olho na reeleição do presidente Lula, o governo aumentou o bolsa família, mesmo ferindo a Lei de Responsabilidade Fiscal, concedeu crédito subsidiado para aquisição de veículos (Move Brasil), ofereceu subvenções para baratear o preço dos combustíveis e disponibilizou recursos para renegociação de dívidas (Desenrola).

Evidentemente, isenções fiscais, crédito subsidiado e subvenções não são de graça. Pelo contrário, são pagas pelo contribuinte brasileiro. Como os impostos não são suficientes para cobrir todos os gastos públicos – mesmo, excluindo as despesas financeiras – o governo tem que se endividar para bancar todas essas medidas. E é justamente aí que mora o problema: o benefício de curto prazo pode se tornar um pesadelo de médio e longo prazo.

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Aumentar o gasto quando a dívida pública se encontra em 82,9% do PIB significa elevar o risco de crédito do governo brasileiro, levando a taxas de juros mais elevadas. Juros mais altos significam desaquecimento da economia, penalizado a geração e renda e emprego.

Além de juros elevados, o estímulo fiscal provoca também aumento da inflação, principalmente numa economia com gargalos de infraestrutura e baixa produtividade da mão de obra, como é o caso do Brasil.

No final, todo o populismo eleitoral se volta contra a população com mais inflação e mais juros, condenando o país ao eterno voo de galinha, quando não ocorrem recessões severas. Inclusive, assistimos a este filme no passado com o governo Dilma.

Em 2014, a ex-presidente Dilma disse que “faria o diabo para ganhar as eleições”. Fez. Gastou barbaramente e foi reeleita. Mas com sua permanência no poder veio a maior crise econômica da história brasileira gerada pelo descontrole fiscal – o PIB caiu quase 7% em 2 anos, sem que houvesse guerra ou pandemia.

À luz da bomba fiscal atual, rotulada eufemisticamente de “pacote de bondades”, tem tudo para a história se repetir. Infelizmente.

Com informações: Jovem Pan

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