Fumante por 40 anos, Denise descobriu um câncer de pulmão depois de ver uma propaganda em um outdoor na Califórnia. Isso salvou sua vida.
A norte-americana Denise Lee, ex-defensora pública, foi fumante por 40 anos. Quando decidiu parar com o hábito em 2017, aos 54 anos, descobriu um câncer de pulmão antes mesmo de ele dar sinais. O diagnóstico veio depois que ela viu um cartaz do serviço público de Fremont, na Califórnia, EUA, sobre uma campanha do Conselho de Publicidade da Associação Americana do Pulmão.
Com a confirmação, Denise marcou uma consulta com o médico e fez uma tomografia computadorizada. Pouco menos de 24 horas após o exame, recebeu uma ligação do pneumologista dizendo que precisava vê-la o mais rápido possível.
“No retorno, disseram-me que haviam encontrado uma massa no meu lobo superior esquerdo. Suspeitavam que fosse câncer de pulmão. Nunca me esquecerei daquela conversa”, conta à revista People.
Assim, ela contatou a sua médica de família para saber o que ela devia fazer e quais seriam os passos seguintes. “Eu só conseguia dizer: ‘Vou morrer’”, lembra.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e CiênciaDepois de realizar diversos exames e uma biópsia, os resultados confirmaram que se tratava de um câncer, mesmo ela não sentindo nenhum sintoma.
Após a cirurgia, ela fez quatro sessões de quimioterapia e se qualificou para um estudo clínico de um medicamento de imunoterapia, que precisava tomar uma vez por mês.
A história dela com o cigarro
Denise começou a fumar com 14 anos. A primeira vez que tragou um cigarro foi o que ela roubou do maço de sua mãe. Para ela, o cigarro servia como um auxílio para emagrecer, pois acreditava que se fumasse perderia peso.
Quando ela viu a propaganda, em 2017, foi logo após ela ter decidido parar de fumar com a ajuda de medicamentos. “Eu tinha 54 anos e sabia que precisava parar. Eu queria parar, mas não sabia que, em termos de saúde, precisava mesmo”.
“Agora estou ótima. Continuo viajando, fazendo exercícios e trabalhando com outras pessoas diagnosticadas com câncer de pulmão. Gosto de poder contar minha história porque, mesmo que ajude apenas uma pessoa, já valeu a pena para mim. Se você se qualifica, faça o teste. Ele salvou minha vida”, finaliza.