Descubra dois casos que travam o intestino, mas por motivos completamente diferentes, e como tratar cada um deles






O tipo mais comum é o fisiológico, que vem do estilo de vida. As causas mais frequentes são baixo consumo de fibras, ingestão insuficiente de água, sedentarismo e uso de certos medicamentos, como analgésicos. A lógica é simples: o intestino precisa de volume, umidade e movimento para funcionar.
Tire qualquer um dos três e o trânsito para. O brasileiro consome em média quatro gramas por dia, sendo que a recomendação da OMS é de 24. Esse déficit aparece exatamente aqui.
O segundo tipo é menos falado, mas muito mais comum do que se imagina: a constipação de origem psicológica.

Dificuldade para evacuar fora de casa é um fator de risco para constipação intestinal crônica. Quem nunca conheceu alguém, ou foi esse alguém, que só consegue ir ao banheiro em casa? Esse hábito de segurar o sinal do corpo por horas, seja por vergonha, por desconforto no banheiro público ou por simples adiamento, vai treinando o intestino a ignorar o estímulo.
Com o tempo, o estímulo para de chegar com a mesma força. O resultado é constipação que não melhora com fibra nem com água, porque o problema não está no prato.

Como diferenciar os dois casos na prática? Se o intestino melhora quando você come melhor, bebe mais água e se movimenta, é fisiológico. Se o intestino só funciona em casa, trava em viagens, em períodos de estresse ou quando você está em ambiente desconhecido, o componente psicológico está presente e merece atenção.