Segundo a doméstica, enquanto procurava, o PM a agredia e a pressionava, ao dizer que queria joia para “terminar logo” com agressões
Samara Regina (foto em destaque), de 19 anos, doméstica grávida torturada pela patroa Carolina Sthela e pelo amigo policial militar Michael Bruno, sob o pretexto de um suposto furto de joia, detalhou a violência que sofreu no Maranhão. Ao Acorda Metrópoles, Samara contou que o PM ordenou que ela achasse o anel para que ele “terminasse logo” com as agressões. Veja:

“No dia 17 de abril, fui chamada por Carolina para arrumar a área da cozinha e do jantar, porque ela ia receber uma visita. Fiz o que ela mandou, e um tempo depois chegou a visita. No caso, era o Michael (policial militar que também a agrediu)”, afirmou.
Em seguida, a patroa chamou Samara na sala. Michael questionou a doméstica sobre um anel que Carolina havia perdido e, logo depois, a acusou de furto, ao questioná-la sobre onde ela havia colocado o objeto, ordenando que queria a joia de volta.




Mesmo sem ter ideia de onde estava a joia, a doméstica atendeu o pedido e procurou o objeto por toda a casa. Segundo Samara, enquanto procurava, o PM a agredia e a pressionava, ao dizer que queria a joia para terminar logo com as agressões.
“Fui para onde eu dormi, procurei e não encontrei, porque logicamente não estava comigo. E o Michael começou com as agressões logo em seguida. Eu continuei negando, mas, não adiantou de nada. Ele disse que queria as joias para acabar logo com isso”, afirmou.
Durante a procura, Samara fez buscas no quarto da patroa, inclusive, no closet. Foi neste moomento que Samara temeu a vida, porque o PM colocou uma arma na sua boca, a pôs de joelhos, a agrediu com coronhadas. Nesse momento, Carolina a puxou pelos cabelos.
Após mais buscas, a doméstica achou o anel em um cesto de roupas sujas da patroa. Depois disso, Carolina foi para cima da doméstica e a agrediu mais ainda, colocando em risco a integridade física da vítima e do bebê.
Patroa e PM estão presos
A empresária Carolina Sthela e o policial militar Michael Bruno permanecem presos no Maranhão após o crime. O delegado responsável pela investigação, Walter Wanderley, da 21ª Delegacia de Polícia Civil de Araçagi, diz que o caso está sendo tipificado como tortura e lesão corporal gravíssima, com risco de aborto.
As investigações estão em estágio inicial. A Polícia Civil do Maranhão (PCMA) colheu depoimentos da patroa e da vítima. Na sexta-feira (8/5), o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) manteve a prisão preventiva de Carolina Sthela.
Walter Wanderley confirmou que a Justiça também manteve a preventiva de Michael.