Ministra Cármen Lúcia Foto: Rosinei Coutinho/STF
Ministra afirmou que visa priorizar o “equilíbrio e a calma” na passagem das funções
Por – Da IstoÉ
A ministra Cármen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu antecipar a troca de comando na Corte. Nesta quinta-feira, 9, ela marcou a eleição sucessória para o dia 14 de abril. Pelo critério, o ministro Kassio Nunes Marques deve assumir a presidência.
Motivo da antecipação
O principal objetivo é evitar qualquer “atropelo” administrativo durante a organização das Eleições Gerais de 2026. Com a mudança antecipada, a nova gestão poderá nomear equipes e assessores com mais tempo de antecedência, garantindo maior estabilidade e planejamento.
Originalmente, o mandato de Cármen Lúcia na presidência do TSE terminaria em 3 de junho. Ela justificou a decisão pelo “interesse público” e pela eficiência administrativa. A ministra ressaltou que não se apega a cargos e que acumula funções tanto no TSE quanto no Supremo Tribunal Federal (STF).
“Tenho enorme trabalho a realizar no STF e na acumulação de dois cargos, especialmente na função da presidência”, afirmou. Ela também destacou que trocas de comando muito próximas ao pleito podem comprometer a segurança e a transparência do processo eleitoral, defendendo que a preparação ocorra de forma “regular” e sem “afobação”.
Apesar de deixar a presidência do TSE mais cedo, Cármen Lúcia permanece como ministra do tribunal até agosto, mas indicou que poderá deixar a Corte após concluir a transição.