Miguel Abdala Netto, tio de Suzane von Richthofen, foi encontrado morto
A possibilidade de Suzane von Richthofen vir a receber cerca de R$ 5 milhões da herança do tio não decorre de manobra jurídica, brecha legal ou decisão controversa da Justiça. Ela nasce de algo muito mais simples — e comum: a ausência de testamento.
Miguel Abdalla Netto era irmão de Marísia von Richthofen e cunhado de Manfred von Richthofen (pais de Suzane).
O corpo de Miguel foi encontrado em avançado estado de decomposição dentro da casa em que ele morava, no bairro Campo Belo, em São Paulo, no último dia 9 de janeiro.
A polícia trabalha com a hipótese de morte por causas naturais, possivelmente um infarto, mas a causa só será confirmada após a conclusão do laudo pericial.
A LEI – Quando alguém morre sem deixar definido, por escrito, o destino do próprio patrimônio, o direito brasileiro não abre espaço para interpretações emocionais ou juízos morais.
A lei assume o controle da sucessão e aplica automaticamente a ordem prevista no Código Civil. É o que se chama de sucessão legítima.
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Nesse modelo, a regra é clara: primeiro herdam os filhos; na ausência deles, os pais; depois, irmãos. Quando nenhum desses existe, os sobrinhos passam a integrar a linha sucessória. É exatamente nesse ponto que Suzane surge como possível herdeira.
O desconforto social é imediato — e previsível. Muitos acreditam que o histórico criminal seria suficiente para afastá-la de qualquer herança familiar. Mas o direito não opera por contaminação moral.
A exclusão automática só ocorre quando o herdeiro pratica crime contra a própria pessoa que deixou os bens. Como o tio não foi vítima, não há, de saída, impedimento legal.
Com informações: R7