Ryan ao lado da mãe, que cobra justiça e pede esclarecimentos sobre a morte do filho (Foto: Arquivo pessoal).
“Foi uma barbaridade o que fizeram com meu filho”. A frase é de Rosilene Aparecida Pinto da Silva, de 50 anos, mãe de Ryan da Silva Gonzales, de 26 anos, que morreu nesta quarta-feira (17), três dias após ser encontrado nu e desacordado na Rua Alvilândia, no Bairro São Jorge da Lagoa, em Campo Grande.
Ryan foi socorrido na manhã de domingo e encaminhado ao pronto-socorro da Santa Casa. Informações preliminares apontam que a morte pode estar relacionada a uma overdose. No entanto, o caso ganhou nova dimensão após médicos identificarem lesões graves pelo corpo e indícios de violência sexual durante a internação.
Professora no município de Ladário, Rosilene contou ao Campo Grande News, na manhã desta quinta-feira (18), que o filho morava havia quase dois anos em Campo Grande. Segundo ela, Ryan trabalhava como ajudante em uma borracharia e vivia no Bairro Parque do Lageado.
A mãe disse que esteve com Ryan poucos dias antes de receber a notícia da internação. Ela passou cerca de cinco dias com o filho durante o feriado de Corpus Christi e voltou para Ladário, porque precisava trabalhar.
“Eu fui lá, estive com ele. Passei cinco dias com ele. Fiquei com ele lá e vim no domingo, porque sou professora aqui no município de Ladário e tinha que vir embora”, contou.
Rosilene afirmou que foi avisada sobre a situação do filho na manhã de segunda-feira, quando estava em sala de aula. A informação foi repassada por uma assistente social da Santa Casa.
“Eu fui surpreendida. A assistente social da Santa Casa mandou uma mensagem para mim dizendo que ele se encontrava na UTI, internado. Eu estava na sala de aula. Quase me deu um infarto. Eu tinha ligado para ele no domingo, mandei mensagem, e ele não respondeu”, disse.
“Eu fui lá, estive com ele. Passei cinco dias com ele. Fiquei com ele lá e vim no domingo, porque sou professora aqui no município de Ladário e tinha que vir embora”, contou.
Rosilene afirmou que foi avisada sobre a situação do filho na manhã de segunda-feira, quando estava em sala de aula. A informação foi repassada por uma assistente social da Santa Casa.
“Eu fui surpreendida. A assistente social da Santa Casa mandou uma mensagem para mim dizendo que ele se encontrava na UTI, internado. Eu estava na sala de aula. Quase me deu um infarto. Eu tinha ligado para ele no domingo, mandei mensagem, e ele não respondeu”, disse.
Conforme o boletim de ocorrência, Ryan deu entrada no hospital por volta das 5h de domingo, após atendimento do Corpo de Bombeiros. Inicialmente, os médicos suspeitaram de intoxicação. Ao longo do dia, o quadro clínico se agravou, e ele precisou ser transferido para a UTI.
Ainda segundo o registro policial, exames posteriores apontaram lesões pelo corpo e um ferimento grave na região anal, o que levou à suspeita de abuso sexual. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre suspeitos nem sobre a dinâmica dos fatos.