Gilmar Mendes é encurralado e cobrado por brasileiros nas ruas de Lisboa

O ministro Gilmar Mendes| Foto: Rosinei Coutinho / STF

Manifestantes confrontam o decano do STF no exterior, exigem respeito ao povo e deixam o ministro visivelmente constrangido

Pedro Taquari – Diário do Poder

O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, foi alvo de interpelações e duras críticas por parte de cidadãos brasileiros enquanto circulava pelas ruas de Lisboa, em Portugal.

O episódio, registrado em vídeo por populares, expõe o descontentamento e a indignação de parcelas da população com a atuação da Suprema Corte brasileira, mesmo fora do território nacional.

Durante o ocorrido, manifestantes identificaram o magistrado e decidiram manifestar verbalmente sua contrariedade em relação às decisões tomadas pelo tribunal em Brasília.

Entre os questionamentos direcionados a Gilmar Mendes, os cidadãos mencionaram a percepção de impunidade no país e cobraram explicações sobre o papel institucional do ministro, utilizando termos como “sem-vergonha” e questionando o respeito do magistrado para com o povo brasileiro.

Visivelmente constrangido com a abordagem e a gravação direta dos fatos, o ministro do STF evitou responder às cobranças feitas pelos manifestantes.

Gilmar Mendes acelerou o passo para se distanciar do grupo de críticos e buscou refúgio no interior de um estabelecimento comercial local para interromper a interação e se desvencilhar do protesto espontâneo.

A capital portuguesa tem sido um destino frequente de ministros da Suprema Corte e de outras autoridades do Judiciário brasileiro, tanto para períodos de descanso quanto para a participação em eventos jurídicos privados.

No entanto, o avanço das redes sociais e o crescente monitoramento popular têm transformado esses locais em palcos de cobranças diretas sobre os rumos políticos e judiciais do Brasil.

O episódio reflete o clima de profunda desconfiança civil e o desgaste institucional que atinge o STF perante os defensores de uma linha política conservadora e de direita.

Para esses críticos, as abordagens públicas representam uma forma legítima de demonstrar insatisfação popular diante do que consideram excessos e ativismo judicial praticados pela composição atual do tribunal.

Receba Informações na Palma da Sua Mão