Moraes é notificado judicialmente pelos EUA nos casos Rumble e Trump Media

Ministro Alexandre de Moraes (STF) – (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

O advogado Martin de Luca, que representa as plataformas no caso, confirmou a ação judicial movida contra o magistrado

Luan Carlos – Diário do Poder

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, foi notificado judicialmente pela Justiça dos Estados Unidos (EUA) para responder às ações movidas pela rede social Rumble e pela Trump Media and Technology Group.

Em uma publicação no X (antigo Twitter), neste domingo (24), o advogado Martin de Luca, que representa as plataformas no caso, confirmou a ação judicial movida contra o magistrado.

“Hoje, em cumprimento a uma ordem judicial federal dos EUA, a Rumble e a Trump Media notificaram o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal do Brasil, por e-mail. A intimação está em anexo”, disse o advogado.

Intimação contra Alexandre de Moraes – (Foto: X/Martin de Luca)

No documento publicado, é exigido que o ministro responda à ação em até 21 dias. O documento diz que, caso Moraes não apresente sua defesa, as empresas poderão solicitar o registro à revelia, mecanismo que permite a continuidade do processo sem participação da defesa.

O ministro ainda não se manifestou sobre a ação.

A decisão foi autorizada pela Justiça Federal da Flórida na última sexta-feira (22) e publicada neste domingo.

O despacho não entra no mérito das acusações feitas contra Moraes. A decisão trata exclusivamente da autorização para a citação do ministro brasileiro por meio eletrônico e da manutenção de documentos sob sigilo no processo.

A disputa entre Moraes e a Rumble ganhou dimensão internacional nos últimos meses e já provocou repercussões no Brasil, incluindo decisões envolvendo a atuação da plataforma no país.

Segundo a política das duas empresas, a remoção de contas de figuras brasileiras se enquadra na quebra da Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, a qual protege a liberdade de expressão.

O ministro da Suprema Corte brasileira também determinou que a plataforma mantivesse representação legal no Brasil para o cumprimento de medidas cautelares impostas.

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