Evento de filiação ao PSB foi realizado, nesta sexta-feira (27/3), na Assembleia Legislativa de São Paulo. Ela é pré-candidata ao Senado
“Meu nome está à disposição para ser a candidata ao Senado por São Paulo pelo PSB, mas uma candidata que vem pra falar a verdade, que vem para ter coragem, para dizer que São Paulo não está no rumo certo e que São Paulo, lamentavelmente, tem um governo absolutamente ingrato. Se hoje tem caixa no estado de São Paulo, se hoje consegue economizar quase R$ 1 bi por ano, é porque tem um presidente da República que não olha coloração partidária”, disparou Tebet.
Tebet destacou o papel da União como garantidora de financiamento externo obtido pelo governo paulista.
“Eu mostrei para o presidente Lula, e todo ano eu faço isso, o balanço desses três anos, quanto de recurso nós conseguimos financiar [em organismos internacionais] com aval, porque senão os estados não conseguem. Disparadamente, eu estou falando de mais de US$ 4 bilhões e meio, quase 5 bilhões de dólares [que] estão sendo destinados em financiamento externo, subsidiado e garantido pela União para o município de São Paulo e para o estado de São Paulo”.
A “ingratidão” registrada por Tebet reforça a crítica feita por Lula a Tarcísio no início da semana em evento de anúncio da nova fábrica ferroviária chinesa em Araraquara. Na ocasião, o petista lamentou: “Lamento profundamente que o governador não esteja aqui. Ele podia falar o que quisesse, agradecer ou não agradecer, mas que tivesse aqui porque é um investimento de quase R$ 7 bilhões para São Paulo. Não é pouca coisa, não. É investimento de 7 bilhões para gerar emprego, para trazer tecnologia, para trazer modernidade, inclusive para atender os trens que vão ser feitos em São Paulo”.
Tebet na disputa ao Senado
De Mato Grosso do Sul, Tebet saiu do MDB, partido no qual esteve por quase 30 anos, para concorrer ao Senado por São Paulo. A decisão, que já vinha sendo articulada havia meses, foi anunciada no último sábado (21/3).
A ministra também apontou a importância de proteger a democracia e evitar retrocessos, com críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “O pior presidente do Brasil”, reafirmou.