Escola indica livros com sexo, prostituição e surto psicótico a alunos

A escolha do material provocou críticas, especialmente por se tratar de alunos com cerca de 10 anos de idade

metropoles.com/author/mirelle-pinheiro

A indicação de um livro com conteúdo adulto para alunos do ensino fundamental gerou reação entre pais de estudantes de uma escola particular do Recife. O caso envolve o Colégio Boa Viagem (CBV), que incluiu na lista de material do 5° ano a obra “Vincent, a História de Vincent van Gogh”, da artista Barbara Stok.

A história em quadrinhos retrata os últimos anos de vida do pintor holandês na França e aborda episódios marcados por instabilidade emocional, dificuldades financeiras e conflitos pessoais.

No entanto, trechos do livro chamaram a atenção dos responsáveis por trazer cenas de sexo, surtos e referências a ambientes como bordeis. Em algumas ilustrações, o artista aparece em situações de descontrole, nudez e violência.

A escolha do material provocou críticas, especialmente por se tratar de alunos com cerca de 10 anos de idade.

Após a repercussão, a escola disse que o material foi incluído por uma “falha” e se desculpou com os pais.

Reconhecemos a falha, lamentamos o ocorrido e informamos que o livro em questão, em desacordo com a proposta pedagógica da escola, foi solicitado na lista de materiais do 5º ano por um colaborador que já não integra o quadro da instituição. Ao identificarmos o equívoco, antes de sua utilização em sala de aula, comunicamos prontamente aos responsáveis que a obra não é recomendada pelo colégio e, para aqueles que já haviam comprado, solicitamos a entrega na escola e estamos realizando o reembolso. Em paralelo, estamos revisando os nossos processos para que isto não se repita.

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