The Economist alerta para risco de ‘brasilização’. (Foto: Reprodução/Capa/The Economist).
Editorial vê no Brasil o retrato de um desequilíbrio que pode se espalhar
Mael Vale –
O cenário econômico brasileiro serviu de exemplo negativo internacional. A revista britânica The Economist publicou editorial nesta semana apontando o risco de “brasilização” em países desenvolvidos, termo usado para descrever um cenário de juros elevados, crescimento moderado e rigidez fiscal semelhante ao do Brasil.
Com a Selic em 15% ao ano, a publicação afirma que o governo deverá tomar emprestado cerca de 8% do PIB apenas para pagar juros, mesmo com as contas primárias próximas do equilíbrio.
A dívida líquida, em 66% do PIB, é vista como alta para emergentes, mas ainda abaixo dos padrões do mundo rico.
O texto destaca que as próximas eleições devem girar em torno da criminalidade e do bolso do eleitor, além de apontar entraves como a difícil situação fiscal, privilégios ao funcionalismo e o sistema tributário complexo.
O editorial acrescenta que os Estados Unidos já exibem sinais iniciais do processo, com instituições sob pressão e inflação mais resistente no pós-pandemia. Leia aqui o texto na íntegra.