Girão quer Galípolo explicando reuniões de Lula e Vorcaro

Gabriel Galípolo preside o Banco Central do Brasil, desde outubro de 2024. (Foto: Pedro França/Agência Senado).

CPI investiga possíveis relações institucionais e regulatórias envolvendo o Banco Master e membros do governo

Juan Araujo – Diário do Poder

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) oficializou uma série de requerimentos para que integrantes do governo e do Banco Central prestem depoimentos à CPI do Crime Organizado. O foco do parlamentar é um encontro não registrado na agenda oficial do Palácio do Planalto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Há notícia de que houve outros três encontros de Lula com Vorcaro. Entre os nomes que Girão propõe serem ouvidos ouvir estão Gabriel Galípolo, atual presidente da autoridade monetária, Rui Costa, ministro da Casa Civil, e o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega.

A iniciativa de Girão busca esclarecer os fundamentos institucionais da presença de Galípolo no referido encontro, visto que o Banco Master enfrentava suspeitas de irregularidades naquele período.

Segundo o senador, “é imprescindível que esta Comissão tenha pleno esclarecimento acerca das razões que motivaram a participação do Sr. Gabriel Galípolo no referido encontro, da natureza das informações eventualmente discutidas, da inexistência ou não de pedidos, pressões ou tratativas relacionadas a procedimentos regulatórios, bem como das providências adotadas posteriormente no âmbito da autoridade monetária”.

Originalmente destinada a apurar atividades de facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho, a CPI expandiu suas investigações em 2026 para abranger o cenário em torno do Banco Master. O novo escopo inclui pedidos de convocação de parentes do ministro Dias Toffoli, do STF, devido a negociações envolvendo um resort no Paraná com Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

Além disso, foram protocolados pedidos para ouvir Viviane Barci, advogada e esposa do ministro Alexandre de Moraes, em razão de um contrato de assessoria jurídica de alto valor mantido com a instituição financeira.

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