Votos conservadores somaram 63,3% do total, contra 34,7% da esquerda
Com 99% dos votos apurados, os candidatos Antonio Jose Seguro (PS) e André Ventura (Chega) lideram a apuração dos votos para presidente de Portugal, com o socialista somando 31%, seguido de perto pelo candidato de direita, com 23,5%. Ventura sempre se refere a Lula (PT) como “ladrão” e prometeu receber o brasileiro com “voz de prisão”, se estiver no exercício do poder e o petista desembarcar em solo português.
Os votos conservadores (Chega, Iniciativa Liberal, independentes e PSD) somam 63,3% do total, contra 34,7% da esquerda (PS, Bloco de Esquerda, PCP e MAS), indicando que se houver migração desses votos para André Ventura, o candidato do Chega tem chances efetivas de vitória em segundo turno. Mas ele enfrenta forte resistência.
Outro candidato conservador, Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal, partido que nasceu na cidade do Porto, que agora soma 15,8%, ultrapassando o rival Marques Mendes, candidato do PSD, partido do atual primeiro-ministro Luís Montenegro, que caiu para 11,4% e ficou em 5º, sendo superado também pelo almirante Gouveia e Melo (sem partido), que subiu para 4º, somando 12,3%, A candidata do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, que merece mais atenção da mídia portuguesa do que os postulantes mais relevantes, recebeu 2% do total e se mantém em 6º lugar.
Do total de onze candidatos a presidente, o comunista António Felipe (PCP) obteve até agora 1,53%, segundo do artista plástico Manuel João Vieira, espécie de anticandidato que prometia Ferraris e vinho encanado aos eleitores, é apenas o 8º mais votado, com 1,01% do total. Jorge Pinto (Livre), com 0,6%, André Pestana da Silva, do MAS (Movimento Alternativo Socialista), 0,1%, e Humberto Correia (0,08%), que não tem partido, completam a lista.
Ventura assumiria o favorotismo no segundo turno, mas não se pode subestimar a campanha cerrada cerrada da imprensa, que o classifica como “extrema direita” e não chama de “extrema esquerda). nem mesmo os comunistas ou outros candidatos com discurso extremista.
O primeiro-ministro Luís Montenegro (PSD), cujo candidato chegou apenas em 5º lugar, fez declarações no curso da apuracão deixando claro que seu partido não apoiará qualquer dos dois nomes que disputarão o segundo turno.
Seguro ressurgiu na cena política após perder a liderança do PS para o ex-primeiro-ministro António Costa, que caiu após seu governo se envolver em um escândalo de corrupção, e o jornalista André Ventura ventura volta a ser uma das principais estrelas em disputa eleitoral portuguesa. Ele é fundador e candidato a presidente pelo Chega.