Agentes do DEA, que participaram de sua prisão, mostram o ex-tirano em perfeitas condições.
Navios sancionados desligam rastreadores e usam bandeiras falsas para tentar romper a ‘quarentena do petróleo’ imposta pelos EUA
Arthur Gomes Souza –
Mais de uma dezena de navios petroleiros venezuelanos deixaram as águas do país em um movimento coordenado para burlar o bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos, após a captura do ditador Nicolás Maduro, no último sábado (3).
A informação foi divulgada pelo New York Times e confirmada por plataformas independentes de monitoramento marítimo.
Segundo o jornal americano, ao menos 16 petroleiros alvo de sanções dos EUA partiram da costa venezuelana desde o fim de semana. Parte das embarcações desligou os sistemas de identificação automática, prática conhecida como “modo escuro”, e outras passaram a operar com nomes, bandeiras e localizações falsas para dificultar o rastreamento em tempo real.
O site TankerTrackers afirmou que cerca de 12 dessas embarcações estavam carregadas com petróleo cru, embora o New York Times destaque que alguns navios podem ter partido vazios para ganhar velocidade. Para Samir Madani, cofundador da plataforma, a saída simultânea seria uma tentativa deliberada de sobrecarregar a capacidade de resposta das forças americanas, considerada a estratégia mais eficaz para romper o bloqueio naval.
Apesar da captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em uma operação das forças norte-americanas em Caracas, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reafirmou que a chamada “quarentena do petróleo” permanece em vigor. Segundo ele, a medida seguirá sendo usada como instrumento de pressão para mudanças políticas e para o combate ao tráfico de drogas associado ao regime venezuelano.