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Campo Grande antecipa feriado e “fecha tudo” por 9 dias

Reunião de Comissão de Enfrentamento à Covid-19 da capital

Veto ao funcionamento de atividades não essenciais em Campo Grande, a partir de 22 de março, e antecipação dos cinco próximos feriados, para 9 dias de “fechamento”. Essas são duas das medidas definidas nesta tarde em reunião entre autoridades da saúde e empresariado, como forma de frear o contágio da covid-19 na cidade.

“Após a reunião foi visto que são necessárias medidas que visem à saúde pública da nossa cidade”, declarou o prefeito Marquinhos Trad (PSD) depois da conversa.

“Por conta disso, decidimos antecipar os dias de feriado, assim como muitas capitais estão fazendo, sem prejuízo ao comércio e salvando vidas”, complementou.

A doença, que chegou aqui há um ano, está batendo recordes de internação, ocupando a totalidade dos leitos da cidade. Até medicamentos estão faltando para intubar pacientes e não há mais como ampliar a estrutura de atendimento.

A capital de Mato Grosso do Sul tem hoje 116 pacientes esperando leito de UTI, informou ao Campo Grande News o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, ao definir a situação atual como “cadastrófica e dramática”.

Quando a quando – Segundo apuração, a espécie de lockdown a ser regulamentada emenda feriadão com os fins de semanas anterior e posterior aos dias 22 (segunda-feira), 23 (terça), 24 (quarta), 25 (quinta) e 26 (sexta) – os dias para os quais serão antecipados feriados.

Durante período de restrições, só serviços essenciais funcionarão. Decretos da prefeitura e do governo do Estado trarão as regras. A princípio, bares e restaurantes só poderão fazer delivery.

Serão antecipados os feriados da Semana Santa, Tiradentes, Corpus Christi, Dia do Trabalho e Aniversário da cidade, em agosto e até 7 de Setembro, Dia da Independência.

Em Mato Grosso do Sul, já são quase 200 mil confirmações e 3.740 mortos. O secretário Geraldo Resende disse que o panorama é tão grave que 10 leitos de UTI foram abertos em Ponta Porã, e já estão ocupados, desde ontem, assim como novas vagas criadas em Três Lagoas.

Presente à reunião, o chefe do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Alexandre Magno Lacerta, a situação é muito complicada.  Citou, ainda, que o efeito prático de medidas como as que serão adotadas exige prazo por 15 dias, maior do que o definido.

“Vai ser uma semana, a cidade tentará ganhar um fôlego. Mas é importante que a população compreenda o momento e colabore. Fiquem em casa, nós imploramos para a sociedade. Pessoas estão morrendo e não tem nenhuma UTI. Não importante se você é rico, não importa dinheiro”, conclui.

Chefe do MPMS, Alexandre Magno Martins

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