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“Era uma festa, mas virou suicídio”, diz mãe de jovem intubado com covid

Recém-diagnosticada com covid-19, Maria de Lourdes, 56, aguardava no ponto de ônibus da avenida Peri Ronchetti, no Jardim Peri, zona norte da capital, na tarde desta terça-feira (9), para voltar para casa.

Com um pouco de falta de ar, mas sem outro sintoma, sua preocupação era o filho de 31 anos, internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Municipal da Brasilândia, não muito longe dali.

Ela conta que ele começou a se sentir mal no início da semana passada, mas, apesar dos avisos, resistiu a procurar ajuda e acabou internado na última sexta (5). Na segunda (8), apresentou piora do quadro e foi intubado.

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Já Maria começou a sentir falta de ar no final de semana e decidiu ir à AMA (Assistência Médica Ambulatorial) Jardim Peri. Ela imagina que tenha pegado dele.

“Ele saía. Eu não tenho orgulho de dizer, mas ele saía para essas festas, bailes, que têm na comunidade. Não pode, né? Mas você já viu segurar homem com o próprio dinheiro?”, conta a vendedora, que, “com vergonha”, pediu que o nome do filho não fosse publicado.

Segundo ela, o filho é frentista em um posto de gasolina e trabalhou durante toda a pandemia. Antes de ser internado, ele dizia ter pegado a doença no trabalho, mas ela diz ter “certeza” de que foi em uma das festas.

“A gente avisa. Eu falava dos casos na televisão, mas não tinha jeito. Ele ia para essas festas no final de semana. E tem de tudo, né? Bebida, mulheres, muita gente. Os moradores da comunidade odeiam. A gente já tinha medo antes, com esse vírus ficou pior. Era uma festa, mas virou suicídio“. Maria de Lourdes, vendedora.

Com informações: UOL

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