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Ministro de Bolsonaro recebe defensores do uso de ozônio no ânus para tratar covid-19 (VÍDEO)

Eduardo Pazuello (de branco) com representantes da ozonioterapia (Foto: Reprodução/Facebook)

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, recebeu esta semana defensores do uso do ozônio como forma de tratamento contra o novo coronavírus. A prática já é usada em hospitais do Sul do país e ganhou notoriedade após o prefeito de Itajaí (SC), Volnei Morastoni, defender a aplicação do gás pelo ânus. As informações são do site Metrópoles.

Morastoni gravou um vídeo defendendo a ozonioterapia, segundo ele, como forma efetiva de se conter o avanço da doença, e o vídeo viralizou. Embora não haja eficácia comprovada, o prefeito informou que oferece o tratamento para pacientes infectados em hospitais de Itajaí. 

“É uma aplicação simples, rápida, de dois ou três minutinhos por dia; provavelmente será uma aplicação via retal, que é uma aplicação tranquilíssima, rapidíssima, num cateter fininho, e isso dá um resultado excelente. Nós vamos em breve estar implantando isso também. A pessoa tem que fazer por dez dias seguidos, dez sessões, e isso ajuda muitíssimo em casos positivos de coronavírus”, propagandeou o prefeito da cidade catarinense.

O encontro com o ministro com defensores do método ocorreu na última segunda-feira e foi intermediado pelo deputado Giovani Cherini (PL-RS) e o motivo era discutir as ações de saúde no Rio Grande do Sul e o tema fez parte da conversa. Segundo o Metrópoles, o grupo era liderado pela médica Maria Emília Gadelha Serra. Em fotos nas redes sociais, ela destacou o assunto tratado: “Ozonioterapia na Saúde!”, pregou.

Ministério diz não recomendar – Apesar do encontro e da proposta, o Ministério da Saúde informou, por meio de sua assessoria, nesta quarta-feira (5), que o efeito da ozonioterapia em humanos infectados por coronavírus ainda é desconhecido e “não deve ser recomendado como prática clínica ou fora do contexto de estudos clínicos”. 

A pasta informou que se baseia em uma nota técnica publicada em abril deste ano. O Conselho Federal de Medicina (CFM) desaconselha o uso laboratorial da ozonioterapia. Especialistas alertam que a prática experimental é permitida somente em estudos que sigam critérios definidos e acompanhem a evolução dos pacientes.

A prefeitura de Itajaí alega que, para adotar o método, o município se inscreveu em um estudo da Associação Brasileira de Ozonioterapia (Aboz), que vai analisar o impacto dessa técnica na evolução dos casos positivos de covid-19.

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