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Covid: prefeito de cidade mineira não vai vacinar presos antes de trabalhadores

Luís Eduardo Falcão (Podemos) informou que imunização de detentos não seria justo com os moradores que não cometeram crimes

A cidade de Patos de Minas, localizada na região do Alto Paranaíba, não vai incluir os presos como prioritários na campanha de vacinação contra a Covid-19. A imunização dos detentos está prevista no Plano Nacional de Imunização (PNI), mas o prefeito Luís Eduardo Falcão (Podemos) informou que não irá seguir a recomendação do Ministério da Saúde.

Em uma rede social, o chefe do executivo declarou que, no município, os trabalhadores terão preferência na proteção contra o vírus. “Não faz sentido nenhum as pessoas que estão na rua trabalhando desde o início da pandemia e não cometeram nenhum crime serem vacinadas depois que os presos, que estão isolados”, escreveu.

O prefeito explicou que os presos serão imunizados, mas somente depois que os moradores receberem as doses da vacina. “Sejamos justos. Com os policiais, agentes e todas as equipes que circulam no presídio já vacinados, vacinaremos os detentos sim, mas não com prioridade”, sentenciou.

De acordo com o Ministério da Saúde, o PNI foi formulado para orientar os municípios. No entanto, o plano não precisa ser seguido à risca, e cada prefeitura tem autonomia para fazer as adaptações que julgar necessárias.

O vacinômetro do Governo do Estado mostra que Patos de Minas aplicou a primeira dose em 61.522 pessoas e, deste total, 23.555 tomaram a segunda injeção e complentaram o esquema de imunização. Outros 20 moradores receberam a vacina da Janssen, que protege com apenas uma dose.

Desde o início da pandemia, Patos registrou 14.613 infectados pelo vírus e contabilizou 468 mortes em decorrência da Covid.

Com informações: Otempo

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