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REGIÃO: Moradores acusam policiais de agressão. Veja o vídeo

A comerciante Jocimara Fabiana da Silva, 37, registrou boletim de ocorrência por abuso de autoridade após policiais militares invadirem e agredirem participantes de uma festa que aconteceu no último sábado (2), na casa dela em Bauru, cidade distante 341 km de Três Lagoas.

Em entrevista ao UOL, a comerciante contou que a comemoração era para marcar o aniversário de 16 anos da filha e reuniu aproximadamente 12 pessoas, entre parentes e amigos da jovem — alguns que ela conhecia, outros não.

Cerca de quarenta minutos após o início da confraternização, por volta das 18h, Jocimara ouviu uma discussão entre alguns jovens que estavam do lado de fora da casa, que fica na Vila Industrial, com um vizinho da família, policial militar, que estava de folga. Ao sair com o marido, ela conta que foi xingada.

“A discussão aconteceu porque dois meninos estavam fumando maconha próximo ao portão dele, e ele mandou que saíssem dali. Os garotos estavam saindo, numa boa, sem discussão, quando o homem começou a xingá-los de ‘vagabundos’ e começou a empurrá-los”, lembra.

Jocimara afirma que não sabia que os garotos estavam usando drogas e que, quando o marido saiu para tentar conversar com o vizinho, o homem já estava alterado.

“Ele estava fora do normal, não é possível. O policial xingou meu marido, me ofendeu quando também fui tentar conversar, disse que eu era ‘vagabunda’, que não prestava. Aí a confusão começou. Todos na festa cercaram o policial, só que não houve nenhum tipo de contato físico, era mais a discussão. Então, conseguimos convencer todos a voltarem para dentro de casa. E pensávamos que tudo tinha acabado”, disse.

Porém, aproximadamente 10 minutos depois da confusão, Jocimara ouviu um barulho na rua. Ao abrir o portão, ela disse ter visto pelo menos 10 viaturas da PM antes dos integrantes da corporação e o vizinho invadirem a residência.

“Foi uma coisa surreal. O vizinho chegou e me deu um soco no rosto, depois veio outro com um cassetete. Meu cunhado, que tinha acabado de chegar e não sabia de nada que tinha acontecido, também foi espancado. Tinha criança na piscina, e eles com arma em punho”, contou.

A comerciante declara que os policiais ficaram mais de quarenta minutos na casa procurando supostas drogas. “Não tinha mandado de busca e apreensão, e na minha casa não tinha droga. Parecia até que eles queriam ‘plantar’ alguma coisa”, argumenta.

Jocimara lembra ter visto o vizinho ‘conduzindo’ os companheiros de farda, o que considera ilegal. “Parecia que estavam invadindo a casa de um bandido extremamente perigoso. Mas era só de uma família. Deveria ter levado todo mundo para a delegacia, não fazer o que fizeram”, completa.

A comerciante conta que nunca conversou com o vizinho antes da briga. Apenas sabia que ele era policial militar.

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