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Dono de sítio em MS onde assassino de ator se escondeu também é foragido

Paulo Cupertino Matias, assassino do ator Rafael Miguel, de 22 anos, e de seus pais, João Alcisio e Miriam Selma, estava escondido em um sítio de Eldorado, a 400 quilômetros de Campo Grande. O paradeiro do criminoso nestes últimos 15 meses foi descoberto pelo Departamento de Homicídio de São Paulo e revelado pela equipe de jornalismo da Record TV.

Agora, além de Cupertino, também é considerado foragido Alfonso Helfenstein, dono do sítio onde Cupertino esteve escondido.  Além de criador de gado, Alfonso também é piloto profissional de avião e já foi preso em 2008 por transportar 300 quilos de maconha – as investigações policiais apontaram que Alfonso usou um nome falso, “Carlos Helfenstein”, para comprar um telefone celular para Paulo Cupertino.

Alfonso desapareceu assim que soube da presença dos investigadores de São Paulo. As equipes estiveram em dois endereços de Alfonso: um outro sítio e uma casa de três andares que ele mora com a família, no centro de Eldorado. A esposa dele, uma paraguaia, afirmou aos policiais que o marido empregou Cupertino sem saber que ele era assassino. Porém, a policia não acredita na versão da mulher.

Os agentes vasculharam o município e descobriram que Alfonso, na terça-feira (27), no dia da fuga de Cupertino, esteve no aeroporto da cidade duas vezes: ele pousou às 11h e decolou às 15h30 no dia. Os dois horários do local ficam sem funcionários. Por isso, ninguém sabe dizer se o assassino estava junto de Alfonso.

Em Eldorado, os moradores estão chocados por saber que conviveram com Cupertino. “Inacreditável. A gente mora aqui, mas não sabe mexer na internet, no celular, para ver essas coisas”, alega os entrevistados, que afirmam que jamais souberam da verdade por trás de “Seu Manoel”, nome falso criado pelo homem.

“Seu Manoel” – Uma vizinha de Cupertino afirmou para a equipe da Record TV que conheceu apenas o “Seu Manoel”. “Para nós, uma excelente pessoa. Eu não posso falar nada assim incriminando ele. Eu nunca suspeitei, né? Pra falar a verdade, eu (…) sentia um carinho por ele, dó”, diz a agricultora.

“Eu não conheci outra pessoa. Eu conheci ‘Seu Manoel”. Eu jamais imaginei. Deus me livre uma pessoa assim dentro da minha casa. Até comeu aqui, com ‘nois’ na mesa. Ele ia pra cidade jogava muito [lotérica]”, declara a mulher.

Com informações: Midiamax

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